Dia Mundial da Consciencialização do Autismo | 2 de abril
- Apr 2, 2016
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No dia Mundial da Consciencialização do Autismo chama-se a atenção para esta perturbação do desenvolvimento. As diferentes iniciativas visam um melhor conhecimento desta problemática e alertam para a necessidade de respeito por essa diferença. Estima-se que para uma população de 10.000 pessoas haja 10 pessoas com autismo e 2,5 com síndroma de Asperger.
Na mesma população há 30 pessoas com perturbações globais do desenvolvimento no quadro do autismo. Estudos desenvolvidos em Portugal (Oliveira, G et al., 2006) apontam para números semelhantes (segundo dados do site da FDPA - Federação Portuguesa de Autismo). Os Distúrbios do Espectro Autista estão presentes desde o nascimento ou manifestam-se muito cedo no desenvolvimento e afetam o comportamento essencial do ser humano na interação social, na habilidade de comunicar ideias, ao nível das sensações e da imaginação e no desenvolvimento da relação com outros.
No DSM V (última edição do Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais, da Associação Psiquiátrica Americana) os Transtornos Globais do Desenvolvimento, que incluíam o Autismo, Transtorno Desintegrativo da Infância e as Síndromes de Asperger e Rett foram absorvidos por um único diagnóstico - Transtornos do Espectro Autista. A mudança refletiu a visão científica de que aqueles transtornos são na verdade uma mesma com gradações em dois grupos de sintomas - deficit na comunicação e interação social e padrão de comportamentos, interesses e atividades.
Uma pessoa como Transtorno do Espectro Autista tem dificuldade ao nível da comunicação verbal e não verbal. Poderá ser bastante dependente de rotinas e ser muito sensível a mudanças no seu envolvimento ou manifestar interesses intensos em questões particulares. Os sintomas variam dentro do espectro e poderão ser mais ligeiros ou extremamente severos.
Ficam alguns pontos fulcrais para um desenvolvimento o mais potenciador possível para uma pessoa com Transtorno do Espectro Autista (adaptado do Guia de intervenções para pessoas que prestam serviços e para famílias que têm crianças com autismo):
1 - É essencial começar uma intervenção o mais cedo possível. A sintomatologia pode ir alterando ao longo do desenvolvimento e é fundamental atuar o mais precocemente possível.
2 - Os serviços para crianças e famílias devem ser individualizados. Cada criança é única e o seu envolvimento familiar também. No espectro do autismo existe heterogeneidade que deve ser respeitada.
3 - Crianças com Transtorno do Espectro Autista requerem um envolvimento intensivo. E que possa responder às suas necessidades específicas e particulares.
4 - O envolvimento e participação da família é fundamental. O sucesso depende de todos.
5 - A intervenção é baseada num currículo desenvolvido desenhado para responder às necessidades especiais das crianças com esta perturbação do desenvolvimento.
6 - A intervenção deve ser planeada e sistemática.
7 - A intervenção deve-se focar num desenvolvimento experiente de comunicação pois esta é uma área que está afetada.
8 - O desenvolvimento das relações sociais é baseada na habilidade da criança para brincar e intervir com os outros. É essencial trabalhar as relações interpessoais.
9 - A transição entre ciclos de escolaridade e serviços relacionados deve ser bem planeada.









































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